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Case

Escritório de AdvocaciaCível e empresarial, escritório de família26 advogados · Salvador, BA

Sucessão antes da crise em um escritório de família em Salvador

Vinte e seis advogados, um fundador de 68 anos com 61% da receita na própria agenda e um contrato social de 2004 que não dizia nada sobre sair, entrar ou suceder.

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Resultados

Resultados

  • 100%dos 12 clientes-chave com segundo sócio responsável e plano de transição, contra 61% da receita dependendo só do fundador
  • 1acordo societário assinado por todos os seis sócios, com regras de admissão, retirada, sucessão, avaliação de quotas e solução de conflitos
  • 12reuniões de sócios no primeiro ano, com pauta e ata, e 94% das decisões concluídas no prazo

Impacto para os sócios

O que mudou na decisão.

O fundador deixou de ser o único ponto de falha do escritório. Os dois sócios que cogitavam sair levando carteira ficaram, com regra clara de participação nos lucros e caminho para a liderança. A distribuição de lucros, que gerava uma discussão por trimestre, passou a seguir política escrita. E o fundador, pela primeira vez, tirou trinta dias de férias sem o escritório parar.

A história

Do problema ao que foi feito.

Identificação anonimizada: tipo de organização, setor e porte, nunca o nome.

  1. 01ContextoEscritório cível e empresarial fundado em 1998, 26 advogados, seis sócios: o fundador, dois filhos e três sócios de carreira. Carteira de empresas familiares da região, muitas delas clientes do fundador há mais de vinte anos. Contrato de 12 meses.
  2. 02DesafioNenhuma regra de governança societária. O fundador concentrava clientes e decisões, os sócios de carreira não sabiam qual era o seu futuro, e a distribuição de lucros era renegociada a cada trimestre. Dois sócios haviam conversado com outro escritório.
  3. 03Diagnóstico1.Doze clientes respondiam por 61% da receita. Todos eram atendidos pessoalmente pelo fundador, e em nove deles nenhum outro sócio tinha relacionamento direto com quem decide. 2.O contrato social, de 2004, era o modelo padrão de registro. Sem regra de admissão, retirada, avaliação de quotas, não concorrência ou sucessão. A saída de um sócio seria resolvida no litígio. 3.Em 24 meses, nenhuma reunião de sócios com ata. As decisões eram tomadas entre o fundador e um dos filhos, e os demais sabiam depois. Três decisões de investimento tinham sido revertidas por desacordo não registrado.
  4. 04AbordagemDiagnóstico de governança e baseline do Índice de Maturidade 360®, acordo societário negociado com todos os seis, política de pró-labore, distribuição de lucros e reinvestimento, matriz de alçadas, conselho de sócios com cadência mensal, plano de sucessão com transição de clientes-chave em 18 meses e trilha de liderança para os sócios de carreira.

Entregas

O que foi estruturado. Do diagnóstico à rotina.

  • 1.Acordo societário assinado: admissão, retirada, avaliação de quotas, não concorrência, sucessão e solução de conflitos
  • 2.Política de pró-labore, distribuição de lucros e reinvestimento, com matriz de alçadas por valor e por tema
  • 3.Conselho de sócios com cadência mensal, pauta padrão, ata e acompanhamento de decisões
  • 4.Plano de sucessão: mapa dos 12 clientes-chave, segundo responsável por cliente e cronograma de transição de relacionamento em 18 meses
  • 5.Trilha de liderança para os três sócios de carreira, com metas de carteira e critério de participação nos lucros

Antes e depois

O que mudou na operação. Lado a lado.

  • Antes1.Contrato social padrão de 2004

    DepoisVirou acordo societário que diz como se entra, como se sai e o que vale a quota.

  • Antes2.Doze clientes-chave na agenda de uma pessoa

    DepoisPassaram a ter dois sócios cada, com transição planejada.

  • Antes3.Distribuição de lucros renegociada a cada trimestre

    DepoisVirou política escrita, aplicada no conselho mensal.

Aprendizado

Sucessão se planeja enquanto o fundador está na sala.

O acordo societário custou seis meses de negociação porque cada cláusula tocava em vinte anos de não dito. Depois de assinado, o escritório tem regra para a hipótese que ninguém queria nomear. O conselho mensal com ata é o que impede as decisões de voltarem à sala do fundador.

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